domingo, 20 de março de 2011

AMOR FATI

LEGENDA DO VÍDEO ADICIONADA EM 17/06/2016

           
             Para Nietzsche, "amor fati" significa amar ao inevitável, amar o destino, amar o justo e o injusto, o próprio amor e o desamor. Ou seja, "ser, antes de tudo, um forte", sem se reclamar da vida, sendo indiferente ao sofrimento. Uma retomada do antigo pensamento grego dos filósofos estoicos.
            O Amor fati foi usado por Nietzche para representar a "fórmula para a grandeza do homem" e que significa:"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo".
            O termo aparece varias vezes em A Gaia Ciência, mas é neste trecho em particular citada de forma mais clara: "Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: - assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas.
            "Amor fati (amor ao destino): seja este, doravante, o meu amor." Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que minha única negação seja ‘desviar o olhar’! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia apenas alguém que diz sim." 


                           O  filósofo estoico.  Zenon (Zenão). de Cíntio, tinha um conceito de "felicidade" (CLIQUE)  que não se baseava em objetos ou circunstancias , mostrando que a atitude do homem diante dos objetos é muito mais importante do que o próprio objeto, transferindo a causa da felicidade do “ter” ou do “não ter” (objetos) para o "centro" de tudo, o “ser” (sujeito), mostrando, como disse o escritor William Ernest Henley: "o homem é o senhor do seu destino e capitão de sua alma*(IMPORTANTÍSSIMO CLICAR)..."não faça depender sua felicidade de algo que não dependa de ti". Se a minha felicidade depende de algum objeto e esse objeto não depende de mim, e sim de uma circunstância que sobre a qual não tenho nenhum controle, então nunca serei feliz.
                        Que nunca vai encontrar a felicidade em alo-realizações, o oposto da busca por autoconhecimento e auto-realizações que, essencialmente, segundo o filósofo catarinense Huberto Rohden , "não diferem do que Jesus ensinou no “Sermão da Montanha”, que nada mais é do que buscar a felicidade dentro de si: Lucas 17.21 - “O reino de Deus está dentro de nós”

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